Quinta de Foz de Arouce

Por Rui Falcão*

Quinta_de_Foz_de_Arouce.jpegGoste-se ou não, a tradição tem lugar cativo no universo do vinho. A tradição pode mesmo ser instigadora de vinhos extraordinários, de vinhos singulares que o modernismo não pode, nem quer, repetir. É o caso da Quinta de Foz de Arouce, exemplo perfeito deste paradigma. Em Foz de Arouce tudo é diferente, tudo é original, tudo é autêntico e particular. A começar pela localização, nas serranias da Lousã, em terra de ninguém, fora das denominações de origem tradicionais. Os vinhos que se afirmam energéticos mas fidalgos, nobres no carácter e temperamento, ganham corpo numa adega rústica, simples, de tecnologia básica e elementar.

O milagre que justifica que numa adega tão primária possam nascer vinhos tão notáveis e puros encontra-se nas vinhas únicas: as vinhas velhas da casta Baga. Uma Baga encorpada e opulenta, uma visão emancipada da casta que atinge aqui um dos seus expoentes máximos. São vinhos adoráveis, frutos directos de uma vinha muito especial, de uma família especialmente cativante, de uma mística muito própria. São vinhos intemporais que os tornam incomparáveis e únicos, vinhos fidalgos e elegantes, vinhos de celebração para momentos especiais.

 

 

 

 


* Rui Falcão é um renomeado vinho Português jornalista, escritor e educador vinho. Ele também é um juiz em vários concursos internacionais de vinhos.