João Portugal Ramos

Por Rui Falcão*

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Existe um Alentejo pré e pós João Portugal Ramos. E o Alentejo posterior é infinitamente melhor: mais mundano, mais prestigiado, mais saudável e mais próspero. Quando João Portugal Ramos iniciou a sua carreira como enólogo, o Alentejo era ainda um imenso desconhecido, uma região nova que começava a dar os primeiros passos. Ninguém fez tanto pela dinamização e consagração do sector associativo, pela sua dignificação e prestígio, como João Portugal Ramos. 

Foram muitas as adegas cooperativas que beneficiaram do seu trabalho talentoso, foram muitas as adegas que cresceram no decorrer do seu trabalho. De forma ecléctica, a sua influência estendeu-se até Setúbal, Algarve, Lisboa, Beiras, Dão e Tejo, onde mais tarde acabou por criar os vinhos Falua, bem como ao Douro, onde concebeu os vinhos Duorum em parceria com outro dos grandes enólogos portugueses, José Maria Soares Franco.

Pouco mais de década e meia depois de ter fundado a sua empresa como produtor autónomo, João Portugal Ramos assume-se hoje como um dos maiores produtores nacionais, acrescentando o talento empresarial ao seu engenho inegável como enólogo.

 

 


* Rui Falcão é um renomeado vinho Português jornalista, escritor e educador vinho. Ele também é um juiz em vários concursos internacionais de vinhos.